Greve no HU-UFPI demonstra força da categoria e TST determina o retorno dos trabalhadores

Data da postagem: 06/04/2026

Trabalhadores em frente ao HU-UFPI

O comando de greve dos empregados do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) informa que a paralisação iniciada dia 30 de março foi encerrada na quarta-feira (01.04) após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinar, através de liminar, o retorno de 80% do efetivo mínimo nas áreas assistenciais e administrativas dos hospitais administrados pela Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), sob pena de multa.

Sinsep-PI deu apoio total aos trabalhadores

Na quarta-feira (01.04) houve uma assembleia com grande participação dos trabalhadores que rejeitaram por unanimidade a proposta da Ebserh de conceder reajuste apenas pelo INPC sobre salários e benefícios, cerca de 3,9%. A orientação da Condsef/Fenadsef é que enquanto vigorar a decisão judicial, os trabalhadores em todo o país devem cumprir a determinação e assinarem o ponto da greve.

Assembleia na quarta-feira (01) rejeitou a proposta da Ebserh e à tarde TST determinou o retorno dos trabalhadores

No HU-UFPI trabalham 1.700 empregados públicos atendendo pacientes do SUS em setores de alta e média complexidade. A categoria lutava, por meio do instrumento de greve, por ganho real e melhoria das cláusulas sociais.

Categoria aderiu em peso a paralisação

No Piauí, o diretor licenciado do Sinsep-PI, Francisco Santana, informou que os trabalhadores seguem mobilizados, porém, a greve está suspensa e a categoria deve aguardar o julgamento do dissídio coletivo pelo TST em Brasília, que está marcado para a próxima quarta-feira, 8 de abril.

Diretor licenciado do Sinsep-PI, Francisco Santana

Para o advogado do Sinsep-PI, Marco Aurélio Dantas, o ponto positivo da greve é que o Tribunal teve que acelerar o julgamento do impasse sobre as cláusulas econômicas e sociais. "A greve evidencia a unidade dos trabalhadores e forçou o TST a marcar uma data, ainda nesta semana, para o julgamento daquilo que não houve acordo na mesa de negociação", disse o advogado.


Por Marco Aurélio Siqueira